Baixa na restrição de acesso a créditos hipotecários

Apesar de que em sua versão anterior, jogou condições mais restritivas na oferta de créditos hipotecários, este ano, o Relatório de Percepção de Negócios registou um declínio na tendência: a partir de 64% de bancos que mantiveram essas restrições ao setor imobiliário no segundo trimestre, 46% no terceiro. Enquanto que no sector da construção, a mesma percepção baixou de 39% a 23%. Por sua parte, a grande empresa não apresentou números de mudança significativa em sua percepção em relação às condições de crédito.
Este cenário se dá em um contexto de tendência de baixa, já que durante o mês de agosto, o Índice Mensal de Atividade da Construção aumentou apenas 1%, abaixo de 1,5% no mês anterior, e responde a uma baixa geral se comparado com 4,9% média dos últimos cinco anos. Estas figuras estão relacionadas com o novo limite imposto pela Superintendência de Bancos e instituições Financeiras, neste ano, e que só atinge 80% do financiamento da fixação do preço de um bem de raiz, o que somado ao IVA terminou por remecer tanto o mercado como a indústria.
Segundo a diretora executiva do Grupo Imobiliário Imagina, Carolina Büchi, “as imobiliárias estão preocupadas com as vendas realizadas em anos anteriores e que se escriturarán nos próximos meses. Nessa época, as promessas foram assinados com os pés mais baixos do que os solicitados hoje, dado que as condições de financiamento eram até 90% do crédito hipotecário”.
Frente a este novo cenário, o mercado imobiliário tem desenvolvido uma ofensiva de ofertas ao consumidor para compensar o acesso a créditos hipotecários. Como o mostram alguns números de Portalinmobiliario.com as ofertas feitas pelo setor aumentaram 69% durante a primeira metade do ano. Entre outras coisas, as imobiliárias estão propondo a possibilidade de pagar o pé em parcelas sem juros, ou até mesmo oferecendo viagens e gift cards para seguir apoiando a boa saúde do mercado.

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